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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dor maior que todas as outras

Mãe:

Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Segurando um ao outro

Queridas amigas. Hoje estou com meu coração mais triste um pouquinho. Estou no hospital com minha mãezinha. Ela está com pneumonia. Neste exato momento foi para uma endoscopia tentar colocar uma sonda. Não dando certo, será por meio de intervenção cirúrgica. Navegando pelos blogs que sigo achei isto, que veio à calhar. Não me aguentei e explodi em lágrimas.

A dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta: Seu filho está aqui.

Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez.

O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama.

Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras de conforto ao velho homem.

Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo. Ele partiu com uma expressão de paz, no rosto sulcado pelo tempo. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas.

A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a lhe dizer palavras de conforto, mas ele a interrompeu com uma pergunta: Quem era esse homem?

Assustada, a enfermeira respondeu: Eu achei que fosse seu pai!

Não. Não era meu pai. - Falou o jovem.

Eu nunca o havia visto antes.

Então, por que você não falou nada quando o anunciei para ele?

Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui.E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado. Senti que ele precisava de mim.




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